Hoje, nossas famílias estão vivendo sob intensa pressão. Muitas se acham completamente perdidas, não sabendo para que lado correr e o que fazer para salvar o que sobra.
Infelizmente, tem acontecido o que disse certo cientista sobre o mundo pós-avanço tecnológico: “Pede-se, hoje, ao laboratório (Tribunais) o que antes se pedia no oratório”.
Esta declaração define uma característica fundamental da sociedade moderna pós-avanço científico-tecnológico, pois declara a sua secularização, já que está sempre à espera de que algum especialista se pronuncie e diga o que fazer. No caso da família, o que fazer para que possa fazer a diferença no mundo?
Todavia, o que temos observado, é que quanto mais os especialistas se pronunciam mais embaralhadas as coisas ficam, pois secularizados como são, eles acreditam em propostas que ignoram as instruções Daquele que criou a família, como vimos recentemente na decisão do STF, quando, por unanimidade, reconheceu os direitos relativos à união estável para pessoas do mesmo sexo (essa nova forma de família já existia, apenas não era regulamentada).
A explicação, segundo os juristas, é que de acordo com o artigo 5º da Constituição Federal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. O artigo 1º define a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos do País. O artigo 3º veta qualquer tipo de preconceito, inclusive o sexual. Na prática, faltam, segundo eles, leis específicas para garantir aos “casais” homossexuais os direitos já assegurados aos casais heterossexuais, como casamento, adoção, pensão e herança.
Isso é muito interessante e contraditório, pois vivemos uma época em que a Bíblia é, de longe, o maior best seler de todos os tempos, mas nunca o Manual do Fabricante foi tão desprezado quanto em nossa sociedade pós-moderna, que é autossuficiente. E, pior, quando se trata de atender aos desejos e caprichos humanos, ela se julga laica para tudo e se vale da laicidade do Estado para justificar suas decisões. Infelizmente, aqueles que estão no Poder ignoram por completo a religiosidade que permeia a vida do povo brasileiro, de norte a sul, e, tomados pela arrogância e prepotência, características do gênero humano, e não apenas deles, usam da laicidade do Estado para justificar suas decisões.
A grande verdade é que vivemos em uma sociedade que se acha capaz de encontrar respostas para tudo, o que é pouco provável, pois numa sociedade de relativismo ética cada um acha que tem a resposta e cada um se julga dono da verdade, sobre todos os aspectos da vida. Neste caso, cabe refletir e, até mesmo, questionar se há necessidade de que se façam mais leis, uma vez que cada um detém a verdade em si e vive de acordo com o que julga ser verdadeiro e bom. Assim, pretender estabelecer leis e mais leis que valem para todos e que possam oferecer respostas para as grandes questões que afligem a humanidade nestes dias, simplesmente, parece ser pura perda de tempo.
Vivemos em uma sociedade de pessoas “enciclopédicas”, ou “nerds”, para ser mais contextualizado, pois, ao que parece, todos sabem tudo e todos têm a resposta para tudo, ainda mais com a facilidade da ferramenta chamada Internet! É como se meu carro estragasse, e todos que passassem por mim indagassem sobre o defeito e dissessem algo para eu fazer para consertá-lo, mesmo sem conhecerem coisa alguma de mecânica, o que também valeria muito pouco, pois eu também teria opinião própria sobre o defeito do carro.
Conta-se que Henri Ford, o inventor do carro, certo dia, passou por um motorista que estava com seu carro estragado. Indagou sobre o que se passava e disse para mexer em certo lugar. Irritado, o motorista indagou: “Quem é você para me dizer o que fazer com seu carro?! Ele, prontamente, respondeu: “Eu sou o inventor deste carro”.
Todavia, nós, em função de nosso secularismo, estamos perguntando às pessoas erradas o que fazer com nossas famílias para que elas possam fazer a diferença no mundo. Podemos adiantar, sem medo de errar, que isso não vai dar em boa coisa. É o que estamos vendo.
Portanto, se você deseja que sua família faça a diferença no mundo, pergunte para quem a inventou, mesmo que a resposta venha a contrariar suas preferências.
Nosso compromisso é com a transformação de vidas por meio da palavra, das ações e das atitudes que refletem nossa identificação com Jesus Cristo, que veio para dar a sua vida em resgate de muitos, inclusive da minha e da sua vida.
Portanto, há um padrão bíblico de família. Se você deseja agradar ao coração de Deus, deve aceitá-lo, mesmo que isso contrarie suas inclinações. Pois, todos nós, indistintamente, em alguma área da vida, lutamos contra pensamentos e desejos que facilmente podem nos afastar de Deus. No entanto, quando temos consciência de que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita e de que não se perde por viver segundo sua vontade, se cremos em Cristo, o melhor está por vir.
Pr. Jackson Andrade