Primeira Igreja Batista de Belo Horizonte

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Data do Evento: 14/08/2011

Em meus vinte e quatro anos como pai, esta é a primeira vez que passo um “Dia dos Pais” longe dos meus filhos. Graças ao bom Deus, apesar das minhas limitações, pois eu as tenho e estou consciente disso, sempre tenho procurado estar presente e participar da vida de meus filhos. O Senhor tem me dado esta graça, e espero tê-la por muito e muitos anos. Isso me fez lembrar um filme que vi durante as férias, que, graças ao bom Deus, estava sendo desfrutada por mim, Eni, minha esposa, Dâmarys e João Victor, dois dos nossos três filhos, pois Stevan Jackson, por motivo de trabalho, não pôde estar, embora tenha passado um fim de semana conosco. O tal filme, que já havia passado várias vezes na TV, é “Operação Cupido”. Creio que só de citar a cena alguns vão prontamente se lembrar. Trata-se de duas garotas gêmeas, cujos pais se separaram quando elas ainda eram bebês. Cada um ficou com uma das filhas. No início da adolescência, elas se encontram em um acampamento de verão e descobrem que são irmãs. Inteligentes e espertas, fazem um acordo, fazendo-se passar uma pela outra, para reaproximar os pais. E isso acaba acontecendo. Quando a menina que passou parte de sua vida com a mãe se encontra com o pai, ela diz algo extraordinário quanto à necessidade da presença do pai e a sua importância na vida de um filho que me deixou emocionado. Naquele momento, João Victor, que já sabe que quando fico emocionado uma lágrima brota no canto dos olhos, ficou de olho para ver se eu estava chorando. Como ele já está entrando para adolescência, dá para imaginar o que acontece: eu acabo “pagando o maior mico”, porque ele acha muito engraçado e conta pra todos da casa que eu estou chorando. E ele tem um jeito muito engraçado de contar isso para os outros.  Acho que estou ficando velho! Talvez por isso esteja ficando chorão. Voltando ao assunto, é muito importante que nós pais estejamos presentes e possamos influenciar a vida de nossos filhos. Pois, biblicamente falando, esse papel é nosso. Nós é que temos o dever de influenciar positivamente nossos filhos e fazer com que eles se tornem homens e mulheres capazes de fazer a diferença no mundo. Quando deixamos este papel para a esposa, colocamos uma carga a mais sobre seus ombros. E, pior, às vezes, até a culpamos dizendo que se o menino ou a menina é deste ou daquele jeito a culpa é dela. A grande verdade é que a culpa é nossa. Talvez, por essa omissão e por esta distância as mulheres estejam mesmo acreditando que somos dispensáveis e que nossa palavra não tem tanto peso assim, como temos visto em algumas propagandas, em que o homem fala e a mulher muda tudo, como se ela não tivesse qualquer valor. Afinal, há tantas mulheres viúvas de maridos vivos e tantos filhos órfãos de pais omissos e negligentes que os argumentos de que somos dispensáveis acaba ganhando força. Neste caso, talvez se justifiquem os bancos de sêmen existentes hoje em dia e o comportamento cada vez mais independente das mulheres, como a nos dizer que “homem, sapato e tamanco devem mesmo ficar debaixo do banco”.

Pai, pare de ficar distante! Participe! Envolva-se com a vida de seus filhos e faça a diferença na vida deles. Faça com que sua presença tenha valor. Faça com que sua esposa veja que você é importante e necessário. Faça com que seus filhos vejam que você é um pai presente e participativo  enfim, uma dádiva de Deus. Faça com que suas filhas queiram encontrar um homem como você para ter como esposo e pai de seus filhos. Faça com que seus filhos queiram ser um homem como você, que ama e cuida da esposa e dos filhos que com ela tiver.

Seja pai presente e participativo.

 

Do coração do seu pastor,

 

Pr. Jackson Andrade

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