Na última série, vimos por que devemos celebrar e apresentamos a todos que participaram das celebrações ao longo do mês de julho as razões pelas quais devemos celebrar. Neste mês, devido às atividades que serão desenvolvidas, teremos menos tempo para trabalhar muitos aspectos do novo tema. Mas nos domingos em que for possível, o faremos. Assim, desejamos mostrar a quem devemos celebrar, e isso é muito importante, pois você e eu precisamos celebrar a pessoa certa. Olha, o que tem de gente por aí celebrando a pessoa errada não dá para acreditar! Veja, pelo menos, dois exemplos:
Tem gente celebrando a si mesmo. Não acredita? Estamos vivendo a época da egolatria, da adoração de si mesmo. As pessoas em nossos dias vivem para satisfazer a si mesmas. E os argumentos para justificar tal prática são os mais variados, como: “Eu mereço ser feliz” ou “Também sou filho de Deus”, além de outros do gênero. Nunca o Eu esteve tão em evidência como em nossos dias. Quando as pessoas não fazem mimos a si mesmas ou quando suas vontades não são satisfeitas, elas se deprimem e, geralmente, vão se curar nos “Templos do Eu”, que são os shoppings, pois creem que ofertando a si mesmas serão mais felizes e o seu Eu não irá ficar furioso, deprimindo-se. Sim, o deus Eu é um deus muito exigente. Nada o satisfaz facilmente. Quanto mais você lhe faz oferendas, mais ele exige. Às vezes, achamos que os outros é que são exigentes, mas o nosso eu!… Quando não se sente colocado em seu devido lugar, torna-se tirano e déspota. Mas, como é difícil perceber os próprios erros, ele passa despercebido, com suas exigências excêntricas e, muitas vezes, esdrúxulas. Fica mais fácil ver o quanto o “Eu” do outro é terrível. Menos o da gente.
Tem gente celebrando o outro. Sim, tem muita gente idolatrando outros seres humanos. Basta o sujeito tocar bem, cantar bem, jogar bem ou fazer qualquer outra coisa que todos ou, pelo menos, uma boa parte das pessoas digam que ele faz bem que se torna um astro, um ídolo, uma estrela, um rei, e vai por ai afora. E, logo, tem um monte de gente dizendo que ele ou ela é o novo ídolo, e as pessoas vão atrás para celebrar as novas divindades, que também são muito exigentes, pois o ego delas também é insaciável e exige cada vez mais. Quando seus celebrantes não conseguem preencher as exigências do deus “Eu” delas, deprimem-se e logo acabam se drogando até a morte, como possivelmente aconteceu Amy Winehouse. Amy tinha tudo para fazer sucesso durante muitos anos, mas nada do que conseguiu preencheu o vazio do seu coração ou atendeu ao seu deus “Eu”, exigente e tirano. Então, o que fez? Ao que parece, escolheu sair da vida pela porta dos fundos. Quanta decepção para aqueles que a veneravam!
Tem gente celebrando o próprio “Eu”, os outros e tantas coisas, menos o Senhor. Menos o “Rei dos reis”, o “Senhor dos senhores”, pelo que Ele é e pelo que Ele tem feito. Durante este mês, você vai ser desafiado a celebrar Aquele que é digno de receber a honra, a glória e o louvor, pelo século dos séculos, pois Ele quer que você o celebre. Não porque precisa da sua celebração, pois Ele é suficiente, mas por saber que eu e você poderíamos ficar à mercê de deuses tiranos e insaciáveis. Ele nos convida a celebrá-lo, pois o seu fardo é leve e o seu jugo é suave e porque ao celebrá-lo encontramos descanso e paz.
Portanto, “Celebre o Rei, exalte o Rei e mova os céus com sua adoração”.
Do coração do seu pastor.
Pr. Jackson Andrade